«Não sou completamente contra os graffitis, mas penso que devem ser "enquadrados" » - disse o [Presidente da Câmara Municipal de Lisboa], referindo ainda que em breve serão criados "espaços próprios para que os artistas possam dar azo à imaginação"».
www.cm-lisboa.pt, 01/08/2003
Todos - mais coisa menos coisa -concordamos com estas palavras.
Li algures na net um comentário de um intelectualóide qualquer acerca do graffitti. Achei tão lindas as suas palavras - pá - que me vejo na obrigação de divulgá-las ao mundo da estupidologia investigativa.
«O graffitti diz respeito à intervenção. Que é, sobretudo, uma forma de expressão livre e direta, mesmo que seja reconhecido por galerias ou eventos comerciais, não perde o seu carácter de arte autêntica, onde é mais importante quem pratica do que quem consome. Rompe com a condição de espectador; o importante é fazer, emitir.»
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Fig.1 - A expressão dos sentimentos dos artistas na parede de um edifício propriedade privada, em Lisboa.
«Além disso - [contnua o ciber-filósofo] - aparece como um suspiro de vida em meio a toda violência simbólica à qual somos subemtidos pela poluição e [blá blá blá] pela propaganda nos centros urbanos, que é considerada legítima pois compra o seu espaço.
Arte é linguagem, expressão, comunicação...(...)»
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Fig.2 - Arte alternativa à violência simbólica da publicidade.
Pessoal dos grafs:
- este nosso amiguinho [o ciber-filósofo intelectualóide do graf ] curte bué da vossa arte - essa expressão do ênterior. Por isso, expressem-se nas paredes da casa dele, do carro dele, na porta da garagem dele. No cão dele. Na mulher dele. Sim. Dêm-lhe com o spray! Bombardeem-no com arte!
É que se isto é arte, a Amadora ou a Margem Sul são riquissimas em talentos. O pensador-artista-ensaísta-filósofo que produziu aquelas fantástias linhas devia dar um saltinho aqui à região demarcada do graf - podia até ficar cá por casa (desde que não me escrevinhasse as paredes). É que as paredes aqui da vizinhança - qual Foz Côa -, a longo prazo, devem valer milhões e quem sabe, poderão vir a tornar-se mesmo Património da Humanidade;
- vocês são como os cães: eles urinam; vocês pintam para marcar o território.
- e se fossem lá para longe? Vão mas é pintar nas vossas casas ou arranjem umas tiras de contraplacado pá. Expressem lá os vossos sentimentos como quiserem, nem que seja a pintar paredes, mas - por favor - deixem as coisas dos outros em paz.
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