Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog

quinta-feira

As mais loucas aventuras do piloto de tunings com óculos de fundo de garrafa



- ... e, pá, meti a primeira mudança e disse-lhe: «tooooooomaaaaah, ó TDi de meia tijela».

Mas nisto o gajo altrupassou-m'ótra vez e gritou-m':

«- Toma lá, ó Turbo I.E do c*r*lh*.»

E eu disse cá para mim: «Maaaau... Ai é?, seu malcriado?, ai é?»

Fiquei bastante incomodado com aquela abordagem semiótica à minha viatura. Pensei cá p'ra comigo: pér'aí q'eu já te digo. Decidi tomar medidas drásticas e activei o meu Turbo. Ninguém bate o meu Turbo!

Pronto, pronto, vá, vá, pronto, ao princípio enganei-me no botão, vá, uma pessoa não é de ferro, e de maneiras que liguei os quatro piscas sem querer,...

...mas depois de acertar , qual máquina de lavar a entrar na fase de centrifugação, o carro lá começou: «VnnnnnnnnNNNNNNNNNNNNNNNNNNN» .

Epá, quando o ponteiro estava me'mo-me'mo quase a chegar - NNNNNNNNNNNN - aos cento e duzentos - vnheeeuuuunnnnnnnnnnnnn - altrupassei o gajo e gritei-lhe: «Tooooooomah, ó TDi duma figa».

Depois lá acordei.

Entre aspas, como quem diz, uma-maneira-de-dizer



Hoje, dei por mim a pensar de que cor era o fundo deste blog.

Quer dizer, a mim parece-me que é branco.

Bem, branco entre aspas, é uma força de expressão. Não é bem, bem, bem, não é?

Dá ares.

Porque - lá está - se eu meter uma folha A4 lisa ao lado do monitor, eu noto diferença, mas mesmo assim, digo «Olha, que engraçado, também é branco».

Digo, quer dizer, entre aspas. É óbio que não me vou pôr aqui a falar alto.

É uma maneira de dizer. Como quem diz.

segunda-feira

A problemática da deslocalização em casais de meia idade



- ... e de maneiras q’acabei tudo c’o Carlos Emanuel. – dizia por entre a confusão uma voz feminina e pouco contida, que vinha de um dos longínquos bancos da frente do autocarro.


- Que se passou? – correspondeu a outra, deixando de remexer o saco do supermercado que levava no colo.



- Veio ter comigo a dizer . tsc - que não sei quê, que não sei que mais e – vê lá tu o desplante – que ist’e mais aquilo.



- Ai ele fez isso? Como pôde ele ter dit... ? Coitada. Deves ter ficado mesmo muito magoada!



- Ah pois, que fiquei arreliada. Mas – o que é que tu ju'gas? - eu disse-l'e log’ali: Carlos Emanuel, está tudo acabad'entre nós!



- Bah! Foste lá capaz de dizer iss’ao teu homem... então alguma vez ias deitar fora dessa maneira doze anos, oito meses, uma semana e quatro dias de amor assim 'ó ar, assim 'ó ar, assim 'ó ar?



- Ah, pois fui! – exclamou com propriedade, por entre um queixo erguido e uma sobrancelha semicerrada.



- Então e ele? E ele? E ele? – correspondeu esbugalhando os olhos como quem espera o resultado da votação da quinta das celebridades.



- Ele disse m’assim: «Maria Arlete: mas eu, mas, mas, mas...».



- Ainda por cima? Ah!, mas que descaramento...! Toda a gente sabe que isso é daquele tipo de coisa que não se diz entre duas pessoas que têm um – ai, com’é q’diz agora a malta nova? – relanssiunamento...



- Pois. Mas isso faz tudo parte do passado porq’agora – ah!, agora... – posso assumir tudo c’o Zé Pires.




- ... e de maneira que acabei tudo c’o Zé Pires... - dizia uma voz feminina, vinda de um dos bancos de trás.

Liberta o MacGyver que há em ti



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