Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog
sexta-feira
domingo
sexta-feira
«Põe tua mããão na mão do teu Sinhôr
Láilái-lái-lai-láááááááái...»
Põe tua mããão na mão do teu Sinhôr,
da Galileiaaaaaa,
Põe tua mããão na mão do teu Sinhôr,
q'acalma o maaaaaaar...
Meu Jesus[-ezz-ezz-ezz]
que cuidadas de mim,
noite e dia sem cessar
Põe na mããão do teu Sinhôr
q'acalma o maaaaaaar...
Põe tua mããão na mão do teu Sinhôr,
da Galileiaaaaaa,
Põe tua mããão na mão do teu Sinhôr,
q'acalma o maaaaaaar...
Meu Jesus[-ezz-ezz-ezz]
que cuidadas de mim,
noite e dia sem cessar
Põe na mããão do teu Sinhôr
q'acalma o maaaaaaar...
quinta-feira
Sismo
Intensidade 4.1 na escala de Trapattoni
O sismo registado este domingo em Portugal teve uma magnitude de 4.1 graus na escala de Trapattoni, com epicentro em Belém, disse ao Estupidologia fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
O abalo, registado às 21h00, foi sentido no norte, centro e sul do país, ilhas e mesmo em países como Angola, Moçambique, Timor, Alemanha, França, Canadá ou Venezuela.
Não há ainda registo de quaisquer danos.
Fig.1 - Como reagir numa situação destas em frente da televisão, ao ver o seu Benfica a levar 4.
O sismo registado este domingo em Portugal teve uma magnitude de 4.1 graus na escala de Trapattoni, com epicentro em Belém, disse ao Estupidologia fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
O abalo, registado às 21h00, foi sentido no norte, centro e sul do país, ilhas e mesmo em países como Angola, Moçambique, Timor, Alemanha, França, Canadá ou Venezuela.
Não há ainda registo de quaisquer danos.
Fig.1 - Como reagir numa situação destas em frente da televisão, ao ver o seu Benfica a levar 4.
Vamos combater a Globalização, pá. E baza ser-cultos.
«Pá, baza lá. 'Tou pr'aqui sem fazer nenhum e - pá - enquanto a minha mãe faz e não faz o jantar, - pá - ia fazendo isso de... de... de combater lá o, a, o, a, o... Globalizocoiso. Quais são as teclas?»
Você é daqueles que - pá - gosta de fugir aos clichés culturais da sociedade? Espere, espere, você é contra? Você acha que 'tá mal?
Você é daqueles que costuma dizer «Ah, e tal, o Poder anda a formatar os cidadãos e coiso porque somos todos sujeitos aos mesmos produtos culturais e a modos que a culpa é do sestêma, pá, neo-liberal pá» e então decide dedicar o resto da sua vida a tocar jambé e a fumar mangericão?
Pá, vamos lá combater isso-da-cultura-dominante.
Eis que sugerimos, aqui e agora, aos nossos leitores, ávidos por novas experiências alternativas á «ditadura» do Capitalismo e da Americanização - esses inimigos pá que só fazem mal ás pessoas pá, inclusivamente, onde é que já se viu?, dar a hipótese de se possuir propriedade privada - as seguntes hipóteses de auto-enriquecimento ênterior:
O Chillout checo.
A História do Liechtenstein .
A Literatura islandesa.
O hip-hop na Búlgária.
O incontornável cinema turco.
A Gastronomia finlandesa.
O jazz polaco.
As iluminuras medievais da Eslováquia.
Poesia saharaui.
Pronto, depois de se deixar contaminar pelos conteúdos destes sites, você - caro amigo que decidiu dedicar o resto da sua vida a tocar jambé e a fumar mangericão - tornou-se numa outra pessoa completamente diferente. Mais sensível à diversidade cultural. Mais eruita. Mais rica. Mais plural.
Por isso, já sabe: experimente também ervas diferentes.
Você é daqueles que - pá - gosta de fugir aos clichés culturais da sociedade? Espere, espere, você é contra? Você acha que 'tá mal?
Você é daqueles que costuma dizer «Ah, e tal, o Poder anda a formatar os cidadãos e coiso porque somos todos sujeitos aos mesmos produtos culturais e a modos que a culpa é do sestêma, pá, neo-liberal pá» e então decide dedicar o resto da sua vida a tocar jambé e a fumar mangericão?
Pá, vamos lá combater isso-da-cultura-dominante.
Eis que sugerimos, aqui e agora, aos nossos leitores, ávidos por novas experiências alternativas á «ditadura» do Capitalismo e da Americanização - esses inimigos pá que só fazem mal ás pessoas pá, inclusivamente, onde é que já se viu?, dar a hipótese de se possuir propriedade privada - as seguntes hipóteses de auto-enriquecimento ênterior:
O Chillout checo.
A História do Liechtenstein .
A Literatura islandesa.
O hip-hop na Búlgária.
O incontornável cinema turco.
A Gastronomia finlandesa.
O jazz polaco.
As iluminuras medievais da Eslováquia.
Poesia saharaui.
Pronto, depois de se deixar contaminar pelos conteúdos destes sites, você - caro amigo que decidiu dedicar o resto da sua vida a tocar jambé e a fumar mangericão - tornou-se numa outra pessoa completamente diferente. Mais sensível à diversidade cultural. Mais eruita. Mais rica. Mais plural.
Por isso, já sabe: experimente também ervas diferentes.
segunda-feira
Marçalês Gestual
Post dedicado ao público com dificuldades auditivas
António Marçal, linguista mundialmente conhecido pelas suas enriquecedoras introduções nodomínio da idiomática e mesmo no lexico do Português, construiu - é com propriedade que o podemos dizer - um verdadeiro subsistema linguístico: o Marçalês
Ora, sucede que alcançou tal popularidade que nos vimos obrigados a traduzi-lo para a comunidade surda portuguesa, que também merece a nossa consideração, estima e apoio.
Neste sentido, depois de o autor ter elaborado primeiramente o Dicionário Marçalês-Português e posteriormente a Edição Revista , propomo-nos aqui, na peugada de António Marçal, compilar alguns vocábulos, assim como também algumas das expressões da idiomática marcelesa, num breve «prontuário» que pretende iniciar - aqui, neste espaço de reflexão estupidológica - a construção de uma sólida base para o desenvolvimento do Marçalês Gestual.
Aqui fica um pouco da riqueza polissémica do Marçalês.
António Marçal, linguista mundialmente conhecido pelas suas enriquecedoras introduções nodomínio da idiomática e mesmo no lexico do Português, construiu - é com propriedade que o podemos dizer - um verdadeiro subsistema linguístico: o Marçalês
Ora, sucede que alcançou tal popularidade que nos vimos obrigados a traduzi-lo para a comunidade surda portuguesa, que também merece a nossa consideração, estima e apoio.
Neste sentido, depois de o autor ter elaborado primeiramente o Dicionário Marçalês-Português e posteriormente a Edição Revista , propomo-nos aqui, na peugada de António Marçal, compilar alguns vocábulos, assim como também algumas das expressões da idiomática marcelesa, num breve «prontuário» que pretende iniciar - aqui, neste espaço de reflexão estupidológica - a construção de uma sólida base para o desenvolvimento do Marçalês Gestual.
Aqui fica um pouco da riqueza polissémica do Marçalês.

Fig.1 - Abocanhar
Fig.2 - Ananás
Fig.3 - Arrochada
Fig.4 - Bisnaga
Fig.5 - Bujão
Fig.2 - Ananás
Fig.3 - Arrochada
Fig.4 - Bisnaga
Fig.5 - Bujão
Fig.6 - Cajó
Fig.7 - Dá-lhe um beijo
Fig.8 - Dor no joelho
Fig.9 - Estike
Fig.10 - Já te sentas?
Fig.11 - Quincado
Fig.12 - Mangalhone
Fig.13 - Não gostas da fruta?
Fig.14 - Pior!
Qualquer dúvida, insulto ou sugestão, por favor contacte o autor. Também dá explicações às terças e quintas.
sexta-feira
Peculiaridades do Natal português
Há dezenas de tradições de Natal particularmente portuguesas. As rabanadas. A ceia. O azevinho. O presépio no musgo. As felhozes. A missa do galo. O bacalhau. E - de longe a melhor- passar décadas na fila dos embrulhos numa grande superfície comercial.
Tuga que é tuga corre tresloucadamente - qual José Castelo Branco em direcção à sua paxemina - para onde quer que cheire a GRÁTIS.
É o caso da fila dos embrulhos.
Não. Não importa que seja preciso tirar senha para guardar a vez. E não, não importa que lá se passe quase tanto tempo como o que se gasta a fazer compras, quando se pode poupar dinheiro em papel. E - não!, de maneira nenhuma - não importa que só haja fitas castanhas escuras e papel roxo quando finalmente chega a nossa vez.
Mas perguntam vocês - sempre atentos e perspicazes observadores do tuguismo, esse curioso fenómeno sociológico - já de mãozinha na anca e o pezinho a-dar-a-dar: «Olha-m'este... Querias o quê? Há ursos, não? Então como é? E aquelas pessoas que têm muita pressa e muitos embrulhos para fazer e não-sei-quê? Vão fazê-los em casa, é?».
Indagado a este respeito, o proeminente intelectual luso-brasileiro, Prof. Dr. Est. José Gerivaldson Schneider Dias, licenciado em Fisioterapia da Gaivota, em Hermenêutica Suméria e em Estupidologia Aplicada, considera que «se o genuino tuga - essa espécie - estivesse efectivamente com esse tipo de predisposições acelerativas, por ventura decorrentes dos complexos e diversificados estímulos do meio envolvente, nomeadamente de todo um dinamismo socio-cultural, comportamental, idiossincrático, simbolico-sígnico, psico-convencional, económico, sincretico-sistemático e/ou mesmo historico-ideológico gerado durante a época das festividades natalícias, não se sujeitaria a todo um processo de atabalhoamento humanídeo que, numa análise fenomenológica, assume características que poderiamos enquadrar, sob parâmetros taxonómicos rigosrosos, na classificação de "rebanhófilas"».
E - ah, suspiro inundado de felicidade! - como é agradável ouvir as pessoas, pacientes como peixes fora de àgua, na fila para os embrulhos, embebidas no verdadeiro espírito do Natal, a falar compreensivamente, qual político em campanha eleitoral:
«Ó minha senhora: 'xculp'lá, não s'estique, hã, mas eu 'tou primeiro, q'eu chiguei ódepois daquele senhor ali q'tá a ser atendido, hã?», (...)
... ao que a visada responde melosamente, sempre consciente de que se celebram nesta bonita quadra os valores da harmonia, da caridade, da solidariedade, da benevolência e da paz no mundo: «Vá pastar pr'alem, ó ...».
Ai ele é de borla? Ai ele 'tão a dar? Então 'bora, antes q'acabe, pá. E vivam as filas para os embrulhos no hipermercados dos subúrbios ao Sábado à tarde!
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