Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog

quinta-feira

Sismo

Intensidade 4.1 na escala de Trapattoni

O sismo registado este domingo em Portugal teve uma magnitude de 4.1 graus na escala de Trapattoni, com epicentro em Belém, disse ao Estupidologia fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

O abalo, registado às 21h00, foi sentido no norte, centro e sul do país, ilhas e mesmo em países como Angola, Moçambique, Timor, Alemanha, França, Canadá ou Venezuela.

Não há ainda registo de quaisquer danos.



Fig.1 - Como reagir numa situação destas em frente da televisão, ao ver o seu Benfica a levar 4.

Vamos combater a Globalização,. E baza ser-cultos.

«Pá, baza lá. 'Tou pr'aqui sem fazer nenhum e - pá - enquanto a minha mãe faz e não faz o jantar, - pá - ia fazendo isso de... de... de combater lá o, a, o, a, o... Globalizocoiso. Quais são as teclas?»

Você é daqueles que - pá - gosta de fugir aos clichés culturais da sociedade? Espere, espere, você é contra? Você acha que 'tá mal?

Você é daqueles que costuma dizer «Ah, e tal, o Poder anda a formatar os cidadãos e coiso porque somos todos sujeitos aos mesmos produtos culturais e a modos que a culpa é do sestêma, pá, neo-liberal pá» e então decide dedicar o resto da sua vida a tocar jambé e a fumar mangericão?

Pá, vamos lá combater isso-da-cultura-dominante.

Eis que sugerimos, aqui e agora, aos nossos leitores, ávidos por novas experiências alternativas á «ditadura» do Capitalismo e da Americanização - esses inimigos que só fazem mal ás pessoas, inclusivamente, onde é que já se viu?, dar a hipótese de se possuir propriedade privada - as seguntes hipóteses de auto-enriquecimento ênterior:

O Chillout checo.
A História do Liechtenstein .
A Literatura islandesa.
O hip-hop na Búlgária.
O incontornável cinema turco.
A Gastronomia finlandesa.
O jazz polaco.
As iluminuras medievais da Eslováquia.
Poesia saharaui.

Pronto, depois de se deixar contaminar pelos conteúdos destes sites, você - caro amigo que decidiu dedicar o resto da sua vida a tocar jambé e a fumar mangericão - tornou-se numa outra pessoa completamente diferente. Mais sensível à diversidade cultural. Mais eruita. Mais rica. Mais plural.

Por isso, já sabe: experimente também ervas diferentes.

segunda-feira

Marçalês Gestual

Post dedicado ao público com dificuldades auditivas

António Marçal, linguista mundialmente conhecido pelas suas enriquecedoras introduções nodomínio da idiomática e mesmo no lexico do Português, construiu - é com propriedade que o podemos dizer - um verdadeiro subsistema linguístico: o Marçalês

Ora, sucede que alcançou tal popularidade que nos vimos obrigados a traduzi-lo para a comunidade surda portuguesa, que também merece a nossa consideração, estima e apoio.

Neste sentido, depois de o autor ter elaborado primeiramente o Dicionário Marçalês-Português e posteriormente a Edição Revista , propomo-nos aqui, na peugada de António Marçal, compilar alguns vocábulos, assim como também algumas das expressões da idiomática marcelesa, num breve «prontuário» que pretende iniciar - aqui, neste espaço de reflexão estupidológica - a construção de uma sólida base para o desenvolvimento do Marçalês Gestual.

Aqui fica um pouco da riqueza polissémica do Marçalês.
Fig.1 - Abocanhar


Fig.2 - Ananás


Fig.3 - Arrochada


Fig.4 - Bisnaga


Fig.5 - Bujão


Fig.6 - Cajó


Fig.7 - Dá-lhe um beijo


Fig.8 - Dor no joelho


Fig.9 - Estike


Fig.10 - Já te sentas?



Fig.11 - Quincado


Fig.12 - Mangalhone


Fig.13 - Não gostas da fruta?


Fig.14 - Pior!

Qualquer dúvida, insulto ou sugestão, por favor contacte o autor. Também dá explicações às terças e quintas.

sexta-feira

Peculiaridades do Natal português


Há dezenas de tradições de Natal particularmente portuguesas. As rabanadas. A ceia. O azevinho. O presépio no musgo. As felhozes. A missa do galo. O bacalhau. E - de longe a melhor- passar décadas na fila dos embrulhos numa grande superfície comercial.

Tuga que é tuga corre tresloucadamente - qual José Castelo Branco em direcção à sua paxemina - para onde quer que cheire a GRÁTIS.

É o caso da fila dos embrulhos.

Não. Não importa que seja preciso tirar senha para guardar a vez. E não, não importa que lá se passe quase tanto tempo como o que se gasta a fazer compras, quando se pode poupar dinheiro em papel. E - não!, de maneira nenhuma - não importa que só haja fitas castanhas escuras e papel roxo quando finalmente chega a nossa vez.

Mas perguntam vocês - sempre atentos e perspicazes observadores do tuguismo, esse curioso fenómeno sociológico - já de mãozinha na anca e o pezinho a-dar-a-dar: «Olha-m'este... Querias o quê? Há ursos, não? Então como é? E aquelas pessoas que têm muita pressa e muitos embrulhos para fazer e não-sei-quê? Vão fazê-los em casa, é?».

Indagado a este respeito, o proeminente intelectual luso-brasileiro, Prof. Dr. Est. José Gerivaldson Schneider Dias, licenciado em Fisioterapia da Gaivota, em Hermenêutica Suméria e em Estupidologia Aplicada, considera que «se o genuino tuga - essa espécie - estivesse efectivamente com esse tipo de predisposições acelerativas, por ventura decorrentes dos complexos e diversificados estímulos do meio envolvente, nomeadamente de todo um dinamismo socio-cultural, comportamental, idiossincrático, simbolico-sígnico, psico-convencional, económico, sincretico-sistemático e/ou mesmo historico-ideológico gerado durante a época das festividades natalícias, não se sujeitaria a todo um processo de atabalhoamento humanídeo que, numa análise fenomenológica, assume características que poderiamos enquadrar, sob parâmetros taxonómicos rigosrosos, na classificação de "rebanhófilas"».



E - ah, suspiro inundado de felicidade! - como é agradável ouvir as pessoas, pacientes como peixes fora de àgua, na fila para os embrulhos, embebidas no verdadeiro espírito do Natal, a falar compreensivamente, qual político em campanha eleitoral:

«Ó minha senhora: 'xculp'lá, não s'estique, hã, mas eu 'tou primeiro, q'eu chiguei ódepois daquele senhor ali q'tá a ser atendido, hã?», (...)

... ao que a visada responde melosamente, sempre consciente de que se celebram nesta bonita quadra os valores da harmonia, da caridade, da solidariedade, da benevolência e da paz no mundo: «Vá pastar pr'alem, ó ...».


Ai ele é de borla? Ai ele 'tão a dar? Então 'bora, antes q'acabe, pá. E vivam as filas para os embrulhos no hipermercados dos subúrbios ao Sábado à tarde!

Pensamento do dia



«Rebaixar as pessoas é considerado tuning?»

António Santos


sábado

Momento Literário muito muito sério.

Silêncio que se vai ler poesia

24 Amores

Tenho vinte e quatro amores
Um amor p´ra cada hora
23 estão de folga
Só estou com um agora

Só estou com um agora
Esse folga não quer ter
Pois é com ele que eu quero
As horas todas viver

Refrão

24 Amores
Um p´ra cada hora
Um está comigo
23 estão fora

23 estão fora
Que se deixem estar
Vale mais só um
Que me saiba amar

Dos meus 24 Amores
Só fiquei com um agora
Porque também não é vida
Ter amores só de uma hora

Ter amores só de uma hora
E ter nada de seguida
Mais vale ter só um amor
Que me ame toda a vida


Nel Monteiro
Com tecnologia do Blogger.

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