Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog

terça-feira

Poema

Vamos reflectir.

Quem morre?

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está
infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se
da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta
sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.

(...)


Pablo Neruda


Digam lá que Neruda não tem razão. Hein? E não é que passamos tanto tempo da nossa vida hipnotizados por mensagens que nos apanham impávidos, desguarnecidos, passivos? É importante - essencial, diria - que sejamos pró-activos. Que procuremos enriquecer-nos. Diversificar as nossas experiências. Experimentar, fazer, trabalhar, lutar, transformar, sonhar.Percebem?

Bem, agora vou andando porque 'tá a dar a Quinta das Celebridades.

segunda-feira

Estupidologia alimentar

Os produtos light



Ah! Como é bom emagrecer sem esforço. Exercício físico? Comer saladinha? Bah. Iss'era "dantes"!

Agora temos os produtos light!



Fig.1 - Hurray

Ah, agora... agora sim podemos ser felizes! Sim porque "dantes", sem produtos light, o mundo era feio e muito muito triste, havia muitas guerras e as pessoas eram muito más, de maneiras que era um bocado chato.

Muitas foram as «mádâmes» que perderam quilos - ui, toneladas! - graças a estes produtos estupendos.

1. Sim, graças aos produtos light, toda a gente vai reparar em si!

- Ai, Alexandra, 'tá tão mágrâââââ!

- Sabe, tou a fazer uma diêta estupêêênda. Pedi à Maria Alice para quando me fizêêêsse as compras só trouxêêêsse produtos light!

- Ai. [Parva] 'Tá super bem! [Estupida]

- Obrigada! [... Invejóóózzza]


2. Diário da dieta de Alexandra

« (...)

Querido diário...

Hoje acordei super deprimida. Então, fui comer.

O meu pequeno almoço foi um pão com queijo light e um sumo de laranja light - que a laranjinha diz que aquilo tem muita caloria, muita caloria.

Entratanto, fiquei sem tabaco e pedi à Maria Alice para me ir buscar um maço de cigarros light lá abaixo à drogaria do Ti Vasco.

Entretanto, depois de ter ido ao cabelârâro e ao café, onde bebi um descafeinado curto light, lá me pus a caminho de casa para almoçar. Escusado será dizer que pus adoçante porque lá-os-cientistas ainda não inventaram o açúcar light!

O almoço foi Cozido à Maria Alice, light-fashion como só ela sabe fazer, com chouriço light, touçinho light e banha de porco light. E - ai! - como eu gosto de carne de porco light!

À tardinha, saí com as minhas melhores amigas. Fomos a um sítio chiquérrimo e pedi um "geladé-avec-cinq-bolés-light".

Pusemos a conversa em dia e, nisto, eram horas do jantar, de maneiras que o meu Guilherme já devia estar a chegar do escritório.

O problema é que a empregada, a Maria Alice, apanhou sarampo e - que chatice enorme, que tragédia, , que pânico, que horror- não tinhamos jantáreeeee!

Como os miúdos estavam possêêêssos de fome, eu e o Guigui resolvemos ir todos a correr à parva em direcção ao McDonald's.

Eu pedi um menu McLight. Trás um pacote megasize de batatas fritas light, duas amburgas de vaca light e uma Cola light de um litro.

Mais para a noitinha, eu e o Guigui viémos para o quarto e - ai - ofereceu-me uma caixa dos meus chocolaes preferido, chocolate-light Pingo Doce.

Depois pesei-me e estava na mesma.»


Recordar é viver VI

O bicho

Quando o vento bater no seu cabeeeeeeelo
Espalha-se a magia pelo aaaaaaaaaar
Ele vai te encontrar esperando
Que o destino revela enfiiiiim
O segredo que tem pra te contaaaaaaaaar

Ha-tan-to-tem-po-q'eu-te-que-ro-no-meu-lado
Nossos camiiiinhos nao haviam se cruzado
Meu coraçao bate mais forte que a emoçao que tem você pra miiiiiiiiiim

Uô-uôôôôô

Aquele grito que era preso na gargantah
Se transformou e a nossa vibraçao é tanta
Canta comigo pra dizer a todo o mundo que é assim nosso amoooooooor

É o Bicho
Vou te devorar
Crocodilo eu sou

É o Bicho
Vou te devorar
Crocodilo eu sou


Loucura.

«Como assim?»

A dúvida metódica

Meus amigos, bem sabeis que a estupidologia não tem produzido conteúdos teóricos com a mesma regularidade por uma razão muito simples. A verdade é que - pronto, pronto, assumamo-lo sem preconceitos - temos estado deveras ocupados a investigar o fenómeno «Como-assim?»

Mas aí entra o caro leitor, que desde logo se auto-indagará de forma problematizante e sistematico-reflexiva: «como assim?».

Bom, levantar uma dúvida deste calibre - e quão fundo penetra ela no fundamento das coisas - implica desconstruir toda uma realidade convencional de partilha de códigos, de regras, de entendimentos, de costumes, enfim, das mais básica das unanimidades significacionais.

Quem o faz - fiquem a saber - são os indivíduos que têm a tendência compulsiva para duvidar do que lhe dizem. «Como assim?», demandais vós novamente.

Pois bem. Expliquemos melhor:

«- Ah, e tal, vou passear o cão.

- Como assim? (...)»


Ora... perguntamos nós a quem sofre do síndroma de «como-assim»: qual é a dúvida? Qual é a dificuldade...? Qual é a parte do "vou passear o cão" que não se percebe?, Poderíamos responder-lhes:

« (...) - Ah, e tal, "Vou" é a conjugação do verbo "ir" na primeira pessoa do singular, o qual se refere a um ´"eu" implícito, que é o enunciador da frase. Passear, por sua vez...»

Mas a isto retorquir-nos-ia um doente do síndroma de como-assim

« (...)- "Enunciador da frase"??? Mas como assim?»

- O enunciador é o responsável pela codificação e emissão da mensagem. É o produtor de significações. Percebes? Mas, voltando à vaca fria, passear – perguntavas tu a propósito daquela frase "vou passear o cão" - por sua vez, é um verbo que pretende transmitir a ideia de espairecimento...

- Como assim?, "espairecimento"?

- Sim, espairecer. Relaxar. Andar. Descomprimir. Percebes?

- Ah...! Sim ...quer-se dizer, mais ou menos ... Para ser sincero(a) não percebi bem, bem, bem, bem, bem. Como assim?, relaxar? Tsc, tsc. Eu posso passear e não relaxar. Olha, olha. Quando eu saio não ando relaxada... Olha, olha... ’tás-me a chamar alguma coisa, é? Tsc, tsc. Olha que eu não sou como os travestis da rua de Santa Marta, hmm?

- Hmpf... mas, voltando à vaca fria, por sua vez "o" - perguntavas tu a propósito daquela frase "vou passear o cão"– é um determinante do género, neste caso masculino, do cão que o sujeito foi passear. Por fim "cão" quer dizer...

- Determinante? Como assim? Nada te garante que aquelas pessoas vestidas de mulher em Santa Marta o são. Olha, olha... Isso depende! Olha, olha. Sabes lá tu se o cão tem a sua sexualidade determinada! Olha, olha...

- Grunfnh... -
disse eu enquanto revirava os olhos - e "cão" é um mamífero domesticável de quatro patas que pode caçar, guardar ou simplesmente fazer companhia.

- Como assim? Então o meu namorado é um cão?

- Percebeste gora o que quer dizer "Vou passear o cão?"

- Como assim?


A estupidologia está a tentar fazer pressão junto do Ministério da Saúde com vista à abertura de um número verde de apoio aos doentes de como-assim. Por enquanto, qualquer esclarecimento que necessitem acerca da sintomatologia desta doença duvidista, por favor façam-na chegar ao nosso email, que trataremos de a reencaminhar imediatamente para um especialista.

sábado

Vamos colorir

Ficha de trabalho estupidológica



Nome:__________________________________
Instituto Superior de Estupidologia de _______________ Nº:____
Turma:___ Tlf fixo:__________ Tlf móvel: __________ B.I: __________
Tipo Sangue: _____Morada: ________________________________
Localidade: _________Código Postal: ____-__ Bairro Fiscal: ______
NIB:____________


1. Completa a imagem com os teus lápis de cor.


«Esta foi a cara que fiz quando soube que o Bush ganhou as eleições»



2. Preenche os espaços.

a) Quando soube que o senhor ganhou exclamei «Olha que, que... ____-se!».

b) Eu acho que os eleitores americanos são seres conscientes, tanto como o __________ que toca o sino no Jardim Zoológico.

c) Quando me disseram «Ah, e tal, o Bush ganhou», respondi «Ah, e tal, ___..., então eu venho lá de cima e dizem-me que não. Chego cá abaixo dizem-me «ah, e tal, afinal sim». ____, ____; ____, ____; ____, ____, e não os vejo a fazer nada... Fico chateado? Pois concerteza que fico chateado...»

d) O segundo mandato de Bush será _______ que o anterior.

3. - Justifica 2 d)

Pá, porque tipo _____________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
___________________________________________e isso.

sexta-feira

Um mundo ideal

A banda sonora do Aladino

Aladino:

Olha eu vou lhe mostáááár
Como é belo este muuuundoh
Já que nunca deixaram o seu coração mandar

Eu lhe ensino a ver
Todo encanto e beleza
Que há na natureza
Num tapete a voar



Fig.1 - Paisagem bonita

Um mundo ideáááááááááááál
É um privilégio ver daqui
Ninguém pra nos dizer
O que fazer
Até parece um sonho



Fig.2 - Até parece um sonho

Jasmin:
Um mundo ideáááááááááááál
Um mundo que eu nunca vi
E agora eu posso ver
E lhe dizer
Que estou num mundo novo com você

Aladino:
Eu num mundo novo com vocêêêêêêêêêê

Jasmin:
Uma incrível visão
Neste vôo tão lindo
Vou planando e subindo
Para o imenso azul do céu



Fig.3 - O imenso azul do céu!

Jasmin:
Um mundo ideááááááááááál

Aladino:
Feito só pra você

Jasmin:
Nunca senti tanta emoção

Aladino:
Pois então aproveite



Fig 4 - ...

Jasmin:
Mas como é bom voar
Viver no ar
Eu nunca mais vou desejar
Voltar com tão linda surpresa

Aladino:
Um mundo ideáááááááááááááál
Com novos rumos pra seguir


Fig.5 - Ou então não

Jasmin:
Com tanta coisa empolgante

Aladino & Jasmin:
Aqui é bom viver
Só tem prazer
Com você não saiu mais daquiiiiiiiiiiii



Fig.6 - Como é divertido viver aqui

Aladino:
Um mundo ideal

Jasmin:
Um mundo ideal

Aladino:
Que alguém nos deeeeeeeeeeu

Jasmin:
Que alguém nos deeeeeeeeeu

Aladino:
Feito pra nóóóóóóóós

Jasmin:
Somente nóóóóóóós

Aladino & Jasmin:
Só seu e meeeeeeeeeu.

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