Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog

terça-feira

Baza reinar às eleições?

Bora? Baza? Buga?

Para começar, o Primeiro-Ministro chispa-se a meio do seu mandato para desempenhar outras funções e deixa os compatriotas numa situação de instabilidade interna (vulgo «na merda»).

Depois, independentemente de ter feito uma governação boa ou má, a malta faz de conta que o partido dele não ganhou as eleições. Caga-se na cena e vai-se a votos outra vez.

Cá Constituições. Cá Leis.Cá o Presidente da República escolher: onde é que já se viu? Isso não serve para nada. Que se lixem as regras pá! Aliás: quem é que foi o estúpido que as inventou?

Quem manda é o povo. Po-vo! Po-vo! Po-vo! A minha avó a Ministra da Economia! Quem manda é o Povo pá! Que se lixe a estabilidade política. Que se lixe a maioria parlamentarQue se lixe o programa eleitoral em que as pessoas - mal ou bem - sufragaram.

Se houver eleições, só teremos oportunidade de julgar dois anos de governo. Boa?

Raciocínio estúpido II



Premissa 1 - Se muitas eleições é muito democrático
Premissa 2 - Se a democracia é uma coisa boa

Conclusão - Então muitas eleições são uma coisa boa

segunda-feira

Brincar na Margem Sul



A Margem Sul é um sítio bem bonito para crescer.

Tem jardins com relvinha verde, tem parques bem tratados, tem praias limpinhas, tem animação de rua nas festas do São Pedro e tem os gangs do xisato.

Oh. Mas vocês não estão bem a ver como é comovente ver a juventude da Arrentela, do Picapau Amarelo ou da Quinta da Princesa de xisato na mão, sempre preocupados em desenvolver as suas aptidões para os trabalhos manuais.

Mas, uma questão ficou no ar. E perguntam vocês, insaciaveis intelectuais, àvidos de bases teóricas socio-estupidológicas que permitam desenvolver todo um conhecimento estupidologicamente edificante: «O que são os gangs do xisato?»

Os gangs do xisato são grupos bem reinadios e muito divertidos de jovens de etnia africana e brancos-convertidos-que-ouvem-kizomba-cujo-sonho-é-ter-um-Saxo-Cup (vulgo carochos) que se divertem a proteger o seu território do gang rival atirando pedras uns aos outros - tipo Intifada, mas em mau - e a esquartejar toraxes dos amiguinhos do gang rival

Mas é que inunda-se-nos o coração de felicidade quando os vemos brincar, sempre em harmonia, sempre a sorrir e a cantarolar, de xisato na mão.

Dialogar com um jovem da Margem Sul de xisato na mão é mais ou menos assim:

Na escola:

- Dread, mostra lá esses ténis
- Mas...
- Descalça-te lá.
- Mas, mas...
- Vá lá, dread, só pa ver com'é que ficam
- Mas, mas, mas...
- É a bem ou é a mal? Vou ter que te espancar.
- ...
- Um gajo está a ser simpático contigo e tu ainda te armas em agarrado.


Na rua:

- Mota maneira, companheiro.
- ...
- Tem quê? Escape 80, sócio?
- ...
- Deixa lá ver essa merda.
- Mas, mas, mas...
- És mesmo porco. Deixa lá controlar uma bequinha
- ...
- Sebem, és dread, puto, és dread.
- ...
- Faz lá burrito, sócio.
- ...


Nos carrinhos de choque das festas populares:

- Arranja lá fichas.
- Não tenho.
- Não quê?? Arranja lá fichas, c*r*lh*!.
- Mas, mas, mas...
- Acho bem.


A Margem Sul é um sítio bem bonito para crescer.

Nos pacotes de Leite Mimosa de 1 litro



Estava eu a ler a olhar para a lateral de um pacote de leite enquanto tomava o pequeno almoço quando leio a seguinte informação:

«Esta embalagem contém quatro porções de 250ml»

Já aprendi uma coisa hoje.


«Inrriquessimento umano»

Lugares comuns

Muito se aprende neste mundo internetico pela mão de alguns bloggerss e nalguns diários online. Gostaríamos de partilhar aqui convosco - qual enciclopedismo humanista - o quão as nossas investigações estupidológicas deste dia nos têm enriquecido como pessoas, como cidadãos, como seres humanos e coiso.

Para além de hoje termos aprendido que um litro de leite contém quatro porções de 250ml - o que resolveu várias questões existenciais profundas que se nos vinham deparando - , apercebemo-nos de diversos factos relevantes - diria mesmo, coisas-que-ninguém-se-tinha-apercebido-antes - escritos de uma maneira profunda, lúcida, e nada - de todo! - ingénua. Mais ou menos assim:

«O sofrimento é uma coisa má. Não devia de haver sofrimento porque eu acho que as pessoas se deviam de consciencializar que isso é muito triste.

Por isso, na minha opinião não devia de haver guerra porque há pessoas com um mau interior que causam sofrimento aos outros. Pensem nisto: existem bons valores e maus valores. Deviamos seguir os bons porque seguir os maus valores é muito triste.

É que a tristeza é uma coisa má e a felicidade faz-nos felizes. Na minha opinião acho que as pessoas se devia pensar nisso porque sem sofrimento a vida seria muito mais feliz.»


É bom saber.

«Anda cá, Bobi»



Na vida ele há coisas muito difíceis, árduas, diria mesmo penosas...

Por exemplo o Amor, a falta dele, o Trabalho, a falta dele, instalar o Windows, , a falta dele, chegar ao fim do Zelda, a Saúde, a falta dela... e - de longe a pior! - dar um nome original a um animal de estimação.

Quem não passou ainda pelo tormento, pelo verdadeiro drama que é ter que chamar ao seu cão de «Bobi», «Rex» ou «Bolinhas»?

É importante - é imperial, é fundamental para a felicidade humana - pouparmo-nos á penúria dos nomes de cães pouco criativos.

«Mas como??», perguntam vocês, estupidólogos sedentos - famintos, ávidos - de originalidade para os nomes dos vossos bicharocos. Fizemos uma lista, ou, como diz a minha avó, uma listra com algumas hipóteses.

Hipótese 1 - Gençlerbirligi

«Gençlerbirligi, anda cá. Deita, Gençlerbirligi. Vem ao dono. Vem ao dono. Muito bem. Agora busca, Gençlerbirligi! Isso, bonito cão; trás o pauzinho ao dono. Dá a patinha. Gençlerbirligi! Eu disse «dá a patinha»!!! Ai, ai, ai, ai, ai! Vou ter que me chatiári... Olha que tu levas, meu cara de cú! DÁ A PATINHA, MEU C*R*LH*... Muito bem, Gençlerbirligi. O osso? Onde está o osso? Vá!, procura Gençlerbirligi»


Fig. 1 - Gençlerbirligi, o cão cegueta

Hipótese 2 - Shlhéppy

«Shlhéppy, anda cá, fofinho. Ai coisa mais líííndah. Sabes o que é que a dona tem aqui? Sabes?, sabes, sabes? Hmmm? Hmmm? Hmmm? Manteiguinha de amendoím! Ah poiz'éh! To-di-nha só para o meu Shlhéppyzinho. Tá com fominha, tá?, tá, tá? Hmmm? A dona também...»



Fig. 2 - Shlhépy

Hipótese 3 - «Cristiano Ronaldo! Bolinha! Busca. Bolinha! Busca. Ok? E um, e dois, e... VAI! Corre Cristiano Ronaldo! Morde a bolinha! Muito bem, «nice boy». Vá, trás bolinha ao dono! Trás, trás. E é a despacháreee!.»



Fig. 3 - Cristiano Ronaldo

Quando eles todos estão a brincar - e são muitos - , aí, é a a apoteose total. «Cristiano Ronaldo, dá a bola ao Fyssas. Ááááááái... Mau mau, mau mau! Shlhéppy, sai já daí de trás. Larga a manteiga de amendoím e vai brincar com o Fyssas. (Uma pessoa já não pode comer descansada, bóóóóó-lâs!) Gençlerbirligi, seu guloso, larga! Isso não é pudim. Isso é um cócozito do Cristiano Ronaldo...

Vale tudo. Agora: Bobi é que não é fashion.

sábado

«Pôrrtugáu, pôv' irrmão»



Indaga-se-nos a nós, estupidólogos em comunhão científica através deste humilde espaço de reflexão estupidológica, por que razão é que Portugal e o Brasil são povos irmãos.

É que só os brasileiros é que dizem: «Eita, qui márá-vi-lhôzzo! Coizâ põrrêtá mêmo! Pôrrtugáu e u Bráziu são póvuis irrmãos.», enquanto querem alguma coisa, ou seja, quando querem:


a) vender alguma coisa
b) amolecer uma portuguesa parva
c) cantar para vender alguma coisa
d) cantar para amolecer uma portuguesa parva

É que – caro estupidólogo - entre eles, falam assim dos portugueses:

Case study 1.

Lançaram o cinema 180 graus em Portugal.
Foi a maior festa na entrada para a primeira sessão. Mas no fim do filme ninguém saía. Aí Manuel, o dono, foi ver e estavam todos mortos...

Fez então uma segunda sessão, e no fim também estavam todos mortos...

Tentou uma terceira, e não deu certo, todos morreram...

Aí, Manuel comentou:

- É, assim não dá...vou ter que diminuir a temperatura...


Case study 2.

Manuel e Joaquim passeavam pela rua, quando encontraram uma bosta no chão.

- Manuel! Te dou 1.000 Reais se tu comeres essa bosta...

- Então está combinado, Joaquim...

Manuel foi lá e comeu a bosta, ganhando os 1.000 reais...
Continuaram andando quando encontraram outro bostalhão no chão.

- Joaquim! Agora sou eu quem te dou os 1.000 Reais se tu comeres essa bosta...

- Então está beleza! O Joaquim se abaixou e comeu a bosta também...

Moral da história: Os dois portugueses comeram bosta de graça.


Por falar em bosta, e a despropósito, ocorre-se me dizer que a Tatiana ex Big Brother editou um disco.


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