Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog

segunda-feira

«Inrriquessimento umano»

Lugares comuns

Muito se aprende neste mundo internetico pela mão de alguns bloggerss e nalguns diários online. Gostaríamos de partilhar aqui convosco - qual enciclopedismo humanista - o quão as nossas investigações estupidológicas deste dia nos têm enriquecido como pessoas, como cidadãos, como seres humanos e coiso.

Para além de hoje termos aprendido que um litro de leite contém quatro porções de 250ml - o que resolveu várias questões existenciais profundas que se nos vinham deparando - , apercebemo-nos de diversos factos relevantes - diria mesmo, coisas-que-ninguém-se-tinha-apercebido-antes - escritos de uma maneira profunda, lúcida, e nada - de todo! - ingénua. Mais ou menos assim:

«O sofrimento é uma coisa má. Não devia de haver sofrimento porque eu acho que as pessoas se deviam de consciencializar que isso é muito triste.

Por isso, na minha opinião não devia de haver guerra porque há pessoas com um mau interior que causam sofrimento aos outros. Pensem nisto: existem bons valores e maus valores. Deviamos seguir os bons porque seguir os maus valores é muito triste.

É que a tristeza é uma coisa má e a felicidade faz-nos felizes. Na minha opinião acho que as pessoas se devia pensar nisso porque sem sofrimento a vida seria muito mais feliz.»


É bom saber.

«Anda cá, Bobi»



Na vida ele há coisas muito difíceis, árduas, diria mesmo penosas...

Por exemplo o Amor, a falta dele, o Trabalho, a falta dele, instalar o Windows, , a falta dele, chegar ao fim do Zelda, a Saúde, a falta dela... e - de longe a pior! - dar um nome original a um animal de estimação.

Quem não passou ainda pelo tormento, pelo verdadeiro drama que é ter que chamar ao seu cão de «Bobi», «Rex» ou «Bolinhas»?

É importante - é imperial, é fundamental para a felicidade humana - pouparmo-nos á penúria dos nomes de cães pouco criativos.

«Mas como??», perguntam vocês, estupidólogos sedentos - famintos, ávidos - de originalidade para os nomes dos vossos bicharocos. Fizemos uma lista, ou, como diz a minha avó, uma listra com algumas hipóteses.

Hipótese 1 - Gençlerbirligi

«Gençlerbirligi, anda cá. Deita, Gençlerbirligi. Vem ao dono. Vem ao dono. Muito bem. Agora busca, Gençlerbirligi! Isso, bonito cão; trás o pauzinho ao dono. Dá a patinha. Gençlerbirligi! Eu disse «dá a patinha»!!! Ai, ai, ai, ai, ai! Vou ter que me chatiári... Olha que tu levas, meu cara de cú! DÁ A PATINHA, MEU C*R*LH*... Muito bem, Gençlerbirligi. O osso? Onde está o osso? Vá!, procura Gençlerbirligi»


Fig. 1 - Gençlerbirligi, o cão cegueta

Hipótese 2 - Shlhéppy

«Shlhéppy, anda cá, fofinho. Ai coisa mais líííndah. Sabes o que é que a dona tem aqui? Sabes?, sabes, sabes? Hmmm? Hmmm? Hmmm? Manteiguinha de amendoím! Ah poiz'éh! To-di-nha só para o meu Shlhéppyzinho. Tá com fominha, tá?, tá, tá? Hmmm? A dona também...»



Fig. 2 - Shlhépy

Hipótese 3 - «Cristiano Ronaldo! Bolinha! Busca. Bolinha! Busca. Ok? E um, e dois, e... VAI! Corre Cristiano Ronaldo! Morde a bolinha! Muito bem, «nice boy». Vá, trás bolinha ao dono! Trás, trás. E é a despacháreee!.»



Fig. 3 - Cristiano Ronaldo

Quando eles todos estão a brincar - e são muitos - , aí, é a a apoteose total. «Cristiano Ronaldo, dá a bola ao Fyssas. Ááááááái... Mau mau, mau mau! Shlhéppy, sai já daí de trás. Larga a manteiga de amendoím e vai brincar com o Fyssas. (Uma pessoa já não pode comer descansada, bóóóóó-lâs!) Gençlerbirligi, seu guloso, larga! Isso não é pudim. Isso é um cócozito do Cristiano Ronaldo...

Vale tudo. Agora: Bobi é que não é fashion.

sábado

«Pôrrtugáu, pôv' irrmão»



Indaga-se-nos a nós, estupidólogos em comunhão científica através deste humilde espaço de reflexão estupidológica, por que razão é que Portugal e o Brasil são povos irmãos.

É que só os brasileiros é que dizem: «Eita, qui márá-vi-lhôzzo! Coizâ põrrêtá mêmo! Pôrrtugáu e u Bráziu são póvuis irrmãos.», enquanto querem alguma coisa, ou seja, quando querem:


a) vender alguma coisa
b) amolecer uma portuguesa parva
c) cantar para vender alguma coisa
d) cantar para amolecer uma portuguesa parva

É que – caro estupidólogo - entre eles, falam assim dos portugueses:

Case study 1.

Lançaram o cinema 180 graus em Portugal.
Foi a maior festa na entrada para a primeira sessão. Mas no fim do filme ninguém saía. Aí Manuel, o dono, foi ver e estavam todos mortos...

Fez então uma segunda sessão, e no fim também estavam todos mortos...

Tentou uma terceira, e não deu certo, todos morreram...

Aí, Manuel comentou:

- É, assim não dá...vou ter que diminuir a temperatura...


Case study 2.

Manuel e Joaquim passeavam pela rua, quando encontraram uma bosta no chão.

- Manuel! Te dou 1.000 Reais se tu comeres essa bosta...

- Então está combinado, Joaquim...

Manuel foi lá e comeu a bosta, ganhando os 1.000 reais...
Continuaram andando quando encontraram outro bostalhão no chão.

- Joaquim! Agora sou eu quem te dou os 1.000 Reais se tu comeres essa bosta...

- Então está beleza! O Joaquim se abaixou e comeu a bosta também...

Moral da história: Os dois portugueses comeram bosta de graça.


Por falar em bosta, e a despropósito, ocorre-se me dizer que a Tatiana ex Big Brother editou um disco.


sexta-feira

Soltas

Portugal - Inglaterra

«Beckham complained about penalty spot»

Rodapé da SkyNews


«Por que é que a Inglaterra perdeu? Porque o Ericson estava sem rede»

Jorge Mourato, humorista


terça-feira

«Não sei» - essa grande resposta

A Gaja: para um melhor entendimento da complexificação das sociedades ocidentais

Sair com gajas no plural é algo de extrema complexidade.

Quando um grupo misto procura organizar-se para sair e se pergunta aos amigos se querem ir ou não ao sitio X, a Gaja - «Gaja» enquanto conceito operatório abstracto - responde com frequência de uma maneira bastante esclarecedora quanto à sua vontade de ir:

«-...não sei».

- Ah - e tal -, não queres vir com o pessoal ao Sitio X?

Responde a Gaja:

- Ah - e-não-sei-quê -, não sei...

Ao que os rapazes insistem:

- Ah - e coiso -, anda lá! O sítio X é bué da fixe «e quê».

Responde a Gaja enquanto levanta as sobrancelhas e encolhe os ombros:

- Ah, não sei... A Sónia Máriza vai?

- Ela disse que não sabe. Mas anda tu.

- E a Cátia Soraia? Vai?

- Ela disse que não sabe porque só ia se a Margarete Cristina fosse... Mas não queres vir? Anda daí!

- E a Margarete Cristina ... pode ir?

- Ela disse que não sabe porque só ia se a Filipa Alexandra fosse, que só vai se a Cátia Soraia for... Baza lá.

- E a Filipa?

- Também não sabe. Só ia se a Tatiana Vanda fosse, que só vai se a Filipa Alexandra for que só vai se a Cátia Soraia for... Vem connosco!

- Não sei. A Tatiana Vanda não pode ir?

- Já lhe perguntámos e... só ia se a Bruna Susana fosse, que só vai se a Filipa Alexandra for com ela que só vai se a Cátia Soraia for; e ela só vai se a Margarete Cristina for... Mas vens ou não??

- Não sei...

- ...

- Mas gostavam mesmo que eu fosse?

- OLHA, NÃO SEI!!!


Com tecnologia do Blogger.

Seguidores