Estupidologia s. f. - Ciência que estuda a auto-repressão voluntaria da razão e dos sentimentos; interesse pragmatico-investigativo pelos non-sense da vida em colectividade; teoria matemática que defende existir uma relação de proporção directa entre a sensação de felicidade e a acção de mecanismos primários do homem; designação do maior, mais antigo e poderoso lobbie do mundo; empresa familiar de farturas; nome de um blog

quinta-feira

A estudantada - essa praga

Recebi por e-mail o seguinte:


Caros Amigos, O que vos vou relatar no mail que se segue passou-se COMIGO: Pedro Miguel Fernandes da Silva, portador do Bilhete de Identidade nº 11947053, emitido em 11/04/2002 em Lisboa.

E como quero mostrar que sou um recém-licenciado em Marketing que muito aprendeu, decidi fazer um pouco de Marketing Viral. Mas vou passar-vos a relatar a história: hoje, dia 22 de Janeiro de 2004, pelas 14h50m, aconteceu-me a cena mais divertida da minha vida. Fui expulso de um café...

...e agora perguntam-me vocês: "ó meu grande animal, que distúrbios fizeste tu nesse café?"

Pois meus amigos, apesar de não acreditarem, eu fui expulso porque estava a estudar...isso mesmo ESTUDAR (apesar de não ser uma coisa que faça habitualmente, por vezes também tem de ser...).

Sou um grande Malandro...ir para um café estudar. ONDE É QUE JÁ SE VIU? Ainda por cima para um café, onde habitualmente estão algumas >dezenas de pessoas a estudar. Senti-me um vândalo.

Mas vou-vos relatar a minha historieta: estava muito bem a passar um caderno em atraso, quando uma senhora, de um aspecto bastante dócil (que só faltava andar com uma lanterna a apontar para os olhos) me diz: "olhe, desculpe, mas o senhor não pode estudar aqui!". Ao que eu respondo: "desculpe?" (isto quando à minha volta estão algumas dezenas de pessoas a estudar) e ela continua: "se quiser ler está à vontade, mas agora estudar deliberadamente, isso não admitimos!". Incrédulo, tive um bloqueio cerebral, onde por momentos, fiquei parado a pensar no que se estava a passar (EU, UM VÂNDALO POR TENTAR ESTUDAR: OU DEIXAVA DE ESTUDAR, OU ENTÃO TERIA QUE ME RETIRAR!).

Passados alguns momentos, fui ter novamente com a senhora, que continuava a sua saga contra todos esses malvados que estudam em cafés (esses "sacanas") e perguntei-lhe se existiria algum tipo de regulamento que não me permitisse estudar, ao qual ela me apontou um pequeno papel numa parede lá num cantinho! Comecei a ler as "Normas de Funcionamento Privativas do Estabelecimento":

- Em primeiro lugar estava "é proibida a entrada de animais neste "estabelecimento" (acho que não me incluo aqui...mas sabe-se lá se ela num iria ameaçar expulsar-me por ser um "animal racional") .

Logo colada vinha: "é EXPRESSAMENTE proibido ESTUDAR neste estabelecimento" (senão o quê? expulsam-me do Estabelecimento.... o que faz todo o sentido! logo colado a "não permitimos animais"... vem: "proibido estudar". óbvio: se não são permitidos animais...muito menos estudar).

Estas regras foram aprovadas pela ARES (Associação de Restauração e Similares de Portugal).

AGORA VEM A PARTE DA PUBLICIDADE POSITIVA: Tudo isto se passou no Centro Cultural de Belém (onde é que já se viu que num Centro Cultural poder-se estudar e desenvolver a nossa cultura? ÃH? HÁ QUE ACABAR COM
ESSA CORJA DE MALANDROS QUE PRETENDE EDUCAR-SE!)

O café foi o Quadrante... que além de Cafetaria também tem serviço de Esplanada. Esse café é cá em baixo...com vista para o Rio Tejo (para que saibam, sem dúvida nenhuma ao qual eu me refiro). Hoje fui eu...amanhã poderão ser vocês. Tenham medo...muito medo!

Beijos e Abraços a quem de direito, Pedro Silva


Actimel

A dúvida existencial

«Por que é que o Actimel não leva mel?»

Pensamento do dia

«...F*d*-s*!»

Manuela Ferreira Leite

Pensamento do dia

«...F*d*-s*!»

George W. Bush

Revista Bobi + Atrevido - resposta à Luísa

Cara leitora:

A masturbação das cadelas é uma situação perfeitamente normal e faz parte da natureza e da vida animal, vegetal e mineral.
Contudo, o que é facto é que ela – a sua cadela - continua presa a algo que você qualificou como uma obsessão. E você está desesperada e não suporta mais a situação.

Não se martirize, cara leitora!

Os relacionamentos que temos com as outras pessoas ou com as almofadas que nos rodeiam são um reflexo do nosso relacionamento connosco mesmos. Não há nada errado em ter dificuldades emocionais e hormonais. A sua cadela exterioriza o mais profundo e primário que está dentro dela que não é mais do que o seu desejo fricçional instintivo.

Não culpe a cadela pelos erros do passado, pelos traumas que se vão acumulando no pequeno – ou quiçá inexistente – cérebro do animal. Tenha calma.

Aprenda canês. Converse com a sua cadela. Dialogar é muito importante. Diga-lhe para deixar ir embora o passado e mudar o foco dos seus pensamentos para algo mais positivo e estimulante, sem serem almofadas.

Diga-lhe que a vida oferece, a cada instante, a oportunidade de renovação e de construção da nossa felicidade e bem estar. A realidade é muito melhor do que a fantasia.

Se não conseguir falar canês, o melhor a fazer seria procurar ajuda de uma psicoterapia, feita por um profissional competente, que possa ajudá-la a se fortelecer internamente para transformar o que provoca essas crises de possessividade de material alcochoado.

Siga a política dos três p's - prevenir, prevenir, prevenir.
Leve as almofadas e o gato ao médico de família. Não deixe que a SiDA lhe arruine o conforto da sua sala. Leve o gato a um psicólogo. Ser violado pode ser traumatizante para o peluche. Não deixe que ele se torne num violador no futuro.

Dê atenção à sua cadela. Ela pode sentir-se de parte e procurar chamar a sua atenção. Distraia-a a ver a novela da tarde, o Programa do Goucha - mas nada de pornografia porque o que não falta aí são almofadas na tv! - ou ensine-a a navegar na net. Pode ser que numa sala de chat ela encontre um bom substuituto para os materiais esponjiformes. Recomende-lhe sites como este
http://www.dogtimes.com.br/correio.htm

Com amizade, que a sua cadela tenha uma boa vida

segunda-feira

Consultório sentimental - A cadela da Luísa

Correio dos Leitores

Antes de mais, muito obrigado Luísa pela coragem de partilhar connosco o difícil, o profundo, o dramático, o perturbador trauma que lhe vai deixando a sua cadela. Partilho consigo, caro leitor, a missiva da Luisa, que nos levanta aqui um conjunto de questões muito pertinentes.

Eu tenho uma cadela.
A minha cadela masturba-se.

É suposto eu ser uma pessoa normal depois de ter visto o fornicanço frenético da minha cadela com o meu gato de peluxe?
Com as almofadas da sala?
Com a minha foca de peluxe?
Com as almofadas da sala?

Acho que há muito pouca coisa na minha casa que ainda não foi brutalmente violada pela minha infame cadela.

Procuro desesperadamente acompanhamento psicológico
.

Já pensou? E se fosse consigo?

Se alguém puder ajudar, por favor contacte-nos, e teremos todo o gosto em encaminhar - quiçá publicar - o aconselhamento à nossa leitora. De qualquer das formas, deixamos aqui esta missiva para reflexão profunda de todos, uma vez que se trata de um problema sério com o qual a sociedade não deve brincar e o qual devemos ajudar a enfrentar.

Com tecnologia do Blogger.

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